O PAÍS DOS DROMEDÁRIOS

Há cerca de uma década atrás eu estava em uma reunião de conselho presidida pelo Dr. Ozires Silva. Eu, como asset manager, defendia a aprovação do orçamento anual de um importante hotel de luxo de São Paulo. Esperava que todo o esforço que eu havia feito nas negociações com o operador hoteleiro fosse reconhecido pelos investidores reunidos naquela reunião.

Esforcei-me para explicar em detalhes sobre o mercado, seus desafios, posicionamento do hotel, etc. Inclusive porque os investidores institucionais estavam alí representados por profissionais não especializados. Então meu desafio era maior.

Quando acabei de fazer a explanação concedi a palavra para perguntas. E eis que as mais estapafúrdias questões foram colocadas em discussão. Eu mal iniciava uma resposta, e tentava orientar o raciocínio, e outro conselheiro engatava na conversa do outro com ponto sem relação com a matéria em discussão. Quando silogismos imperavam na sala o presidente do conselho pediu a palavra; todos ficaram em silêncio. Então perguntou: “Alguém sabe me dizer o que é um dromedário?”

Todos ficaram parados, inertes, sem entender nada, literalmente boquiabertos.

Aí o Dr. Ozires respondeu “é um cavalo feito em uma reunião com decisão por consenso”.

Paulatinamente os conselheiros foram se acomodando em suas cadeiras e o silêncio retornou ao ambiente. Foi quando o presidente colocou o orçamento em votação e as discussões foram produtivas e o orçamento foi finalmente aprovado.

Qual o aprendizado dessa história? Como se aplica para o Brasil?

Infelizmente a vida da nação é endereçada nas discussões que partem de pontos errôneos e, portanto, chegam em destinos inadequados.

Para que “Vale Paletó”? E o “Vale Moradia”? “Cotas Raciais” para privilegiar alguns em nome de seus antepassados? Por acaso seria então justo entregar o governo da Alemanha aos judeus para reparar um passado que já está escrito e nada vai mudá-lo?

Com o argumento de que uns precisam de mais que outros e considerando que o brasileiro é tolerante, privilégios foram sendo edificados em nossa legislação e destruindo o futuro da nação. Pouco a pouco roubando a poupança popular. Pouco a pouco aumentando o endividamento. Pouco a pouco desestimulando a saudável competição e destruindo a meritocracia.

Hoje a Previdência Social consome mais de 25% do orçamento da União Federal, sendo que cerca de 75% dos recursos são empregados para beneficiar apenas cerca de 25% dos pensionistas.

Hoje 51% das vagas nas universidades federais estão reservadas para cotistas, ou seja, para privilegiados.

Quem não é funcionário público, quem não é agraciado com alguma cota, é um cidadão de segunda classe? Onde está o verdadeiro sentido da Igualdade?

Está na hora de acabar com o país dos dromedários.

Vamos devolver o Poder ao Povo!

HIPOCRISIA OLÍMPICA

Foi uma grata surpresa assistir à abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Elegância, preocupação com a sustentabilidade, com o planeta e a história do Brasil se misturaram em um espetáculo atraente, plasticamente bonito e inteligente.

O mundo se maravilhou com o evento e palavras positivas foram repetidas em todos os cantos do globo.

Personalidades repetiram chamados de paz e união entre os povos.

Momento mágico que fez com que o público presente ao estádio do Maracanã, e todos os telespectadores do Brasil, se animassem e sentissem orgulho do país, finalmente.

Mas esse mesmo público sabia que estavam acomodados em obra pública fruto de corrupção. Que os estádios edificados para os Jogos Olímpicos, que as obras de infra-estrutura realizadas com a desculpa das Olimpíadas e tantos outros gastos com recursos públicos haviam sido provavelmente objetos de atos corruptos, como largamente divulgados pela imprensa.

Esse mesmo público que reclama das injustiças e que clama por igualdade era composto por políticos, empresários, juízes, militares, funcionários públicos, enfim, por uma diversidade de pessoas que reclamam dos privilégios… dos privilégios dos outros.

Os que desejam uma reserva de mercado, os que não abrem mão do “vale paletó”, os que exigem “vale moradia”, os que não admitem terem aposentadoria como a maioria regular dos brasileiros. Esse era o povo que lá estava. Misturados aos brasileiros comuns, que trabalham honestamente, que carregam o país nas costas, que pagam todos os tributos que sustentam os privilégios dos cidadãos que se pensam de primeira classe, lá estavam os hipócritas se maravilhando com o espetáculo.

Não muito distante do Maracanã, em comunidades carentes, controladas pelo crime organizado ou por milícias armadas, símbolo óbvio da ausência do Estado, lá estavam brasileiros jogados à própria sorte, também assistindo aos Jogos Olímpicos pelas televisões alimentadas por ligações irregulares de energia e de tv a cabo, sem saber que os responsáveis por suas mazelas estavam olimpicamente orgulhosos deles próprios.

Seria de uma grandeza olímpica se todos os brasileiros aceitassem verdadeiramente serem iguais perante a lei. Que todos fossem tratados igualmente sem privilégios e que qualquer privilégio fosse objeto de punição. Que todos fossem virtuosos e vissem no outro seu próprio complemento.

Não há Fraternidade sem Igualdade. E não há Igualdade sem Liberdade.

Está na hora de mudar o país.

Vamos devolver o Poder ao Povo!

O IMPÉRIO DA LEI

Há algo muito errado quando todos os dias, há mais de dois anos, as notícias estão repletas de anúncios bombásticos de casos de corrupção.

Presidente da República sendo alvo de impedimento constitucional. Presidentes das duas casas do Congresso Nacional denunciados por crimes pelo Procurador Geral da República. Metade dos membros do Congresso Nacional envolvidos, citados ou claramente participantes ativos de casos de corrupção.

Nunca a Justiça foi tão acionada e tão exposta à população nos noticiários.

Provavelmente poucos conheciam os ministros do Supremo Tribunal Federal. Hoje poucos são os que não conhecem os nomes dos principais ministros do STF.

E há uma razão para tanto. A Constituição Federal traz o princípio de que nenhuma lesão de direito ou ameaça ficará afastada da apreciação do Poder Judiciário que, por sua vez, está subordinado ao princípio do Império da Lei.

Em outras palavras, cabe ao Poder Judiciário apreciar os casos de lesão ou ameaça de lesão de direito, sendo que lhe cabe aplicar a lei. O Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito.

Mas antes não era assim? Não temos a mesma Carta Magna desde 1988? O que mudou?

O povo amadureceu. O mesmo povo “adolescente” que despertou para os ares da Liberdade após uma longa noite de ditadura e que colocou todas as suas aspirações na Lei Maior, cresceu, visitou outros países, ampliou seu nível educacional e cultural, e passou a aspirar pelo respeito às leis.

Em 1992 foi às ruas para gritar contra o império da corrupção e retirou o Presidente Fernando Collor de seu trono.

Em 2013 o povo voltou às ruas e não mais saiu. Já faz três anos seguidos que uma nova geração exige Liberdade e que a geração das Diretas Já permanece atenta.

Essa nova geração trouxe o Juiz Sérgio Moro à tona, bem como um grande grupo de membros do Ministério Público. A geração das Diretas Já fez com que os ministros do STF, mesmo indicados por políticos de duvidoso patriotismo, assumissem suas condições de altos funcionários à serviço da nação, inamovíveis e donos de seus destinos.

Políticos passaram a frequentar as prisões federais. Altos executivos e donos de grande empresas com negócios com governos foram pegos. Hoje temos todo tipo de marginal nas mãos da Justiça.

É verdade que a Justiça não se comporta livre em todos os cantos do país. Há recantos que mais se assemelham a regimes feudais que à democracia escrita em nossas leis. Há locais nos quais os governantes se sentem verdadeiros donos da coisa pública.

Mas há partes do Brasil cujo povo brada por Liberdade e Justiça, único caminho para a verdadeira Democracia, onde todos são verdadeiramente iguais perante a Lei.

Que venha o perfeito Estado de Direito. Que venha o Império da Lei!

Vamos devolver o Poder ao Povo!

LIBERDADE

Há momentos em que você tem uma sequência de “flash backs” e se lembra de momentos importantes de sua vida.

Um pensamento que muito me influenciou foi o de um amigo já falecido. O único patrão que tive até hoje. Eu era estagiário. Ele dizia: “A independência custa caro, mas vale muito a pena”.

Após sair da faculdade quiz ser dono de meu destino e logo fui trabalhar por conta própria. Em pouco tempo já tinha aberto minha empresa de consultoria hoteleira. Isso faz mais de 27 anos. Eu era arrojado. Não queria fazer mais do mesmo. Eu queria criar algo diferente e era preciso porque o mercado era pequeno, os players eram internacionais e grandes e eu era jovem e desconhecido. Tinha que agregar valor e gerar minha própria demanda. Saí mundo afora tentando vender o Brasil no final da década de 80. Inflação nas alturas, política instável recém saída de um governo militar, moeda fraca, economia imprevisível. E eu tinha pouco mais de 20 anos.

Consegui. Logo no primeiro ano de empresa trouxe para o Brasil o Grupo Meliá de Hotéis. Veio o governo Collor. Dificuldades. Plano Real, suspiro. Depois, a ameaça Lula. Mais dificuldades. Mas todas vencidas com disciplina, honestidade e integridade. Valores recebidos de família e de padres húngaros que me educaram e que despertaram meu interesse pelo voluntarismo, tendo sido presidente do centro estudantil.

Seguiram-se vários outros troféus que trouxe para o Brasil, mesmo enfrentando boicote dos players locais que não queriam competição: SuperClubs (Jamaica), Sonesta (EUA), Howard Johnson (EUA), Tivoli (Portugal), Ramada (EUA), Days Inn (EUA), NH Hoteles (Espanha) e Red Roof (EUA). Até hoje há “oppinion makers” do mercado americano que me chamam de Mr. Brasil. Arrancam-me sorrisos de orgulho.

Várias crises vieram. Aprendi a não temer o futuro, pois acredito em destino e no livre arbítrio. Faça o bem e ele retorna.

Nas minhas andanças internacionais fui convidado a oferecer palestras na NYU. Queriam ouvir minha experiência de vida. Explicar o Brasil. Não sei como falei sobre o inexplicável. Gostaram. Tornei-me membro do advisory board em 1999. Tutor dos alunos brasileiros de hotelaria e turismo. Gosto de voluntarismo.

Isso me levou de volta à universidade. FGV convidou-me para lecionar no final do século passado. Aceitei. Havia me formado em Direito na USP, mas não exercia. Gostava do ambiente universitário. Fiz política estudantil. Saudades dos amigos.

Não se leciona sem estudar mais. Especializei-me em administração de negócios de turismo pela USP. Não parei. Segui o mestrado em Administração na Florida, EUA. Depois veio o doutorado em administração de negócios, também em Orlando. Meus filhos foram ver o pai receber o título de PhD, mas apenas a mim um professor revelou: “Agora você é um livre pensador.”

O que isso significa? Saber que há diversidade no universo. Do que é uno, mas diverso: “uno versus alia”. É onde vivemos. Tinha que ajudar a melhorar o mundo. Sabia que a unanimidade é burra, parafraseando Nelson Rodrigues.

Logo em seguida veio sondagem para ser Ministro de Estado. Início de 2014. Não poderia, pois não concordava com a filosofia do governo e minha empresa exigia minha presença. Lembrei-me do Corregedor Geral do Ministério Público Paulista, meu falecido padrasto: “Não há virgens no bordel”. Lembrei-me de meu único patrão: “Madeira de Lei não verga”. Recusei.

Difundir idéias é uma forma de ajudar os outros. Assim nasceu meu blog. A audiência pouco a pouco aumentou. Interação com os leitores me faz bem. Sinto-me útil.

Fui participar de discussões políticas, afinal o Brasil precisa de atenção. O povo largado à própria sorte. Os políticos cuidando de assaltar os cofres públicos. Grupos de interesses pressionando por mais privilégios em detrimento do povo. Banqueiros sendo cúmplices do sistema. Desorganização generalizada.

Achei que o envolvimento político fazia sentido. Aderi a um grupo já formado. Minhas convicções eram compartilhadas pelo grupo. Conquistei amigos.

Eles contestavam as lideranças. Lembrei-me de meus estudos de “leadership training” na Alemanha: Eu e mais 179 jovens de 90 países. 40 dias na Baviera. O professor alemão disse: “Um lider é sempre escolhido. Alguém pode financiar um movimento, mas a liderança será sempre escolhida pelos liderados.”

Afinal, todo rio deságua no mar. Se você constroi um dique e represa-o, ele encontra outro caminho.

O caminho da LIBERDADE.

O EXTREMO CENTRO

Desde os bancos da escola de Direito no Largo de São Francisco acompanho o sectarismo de esquerda e de direita. A divisão dos pensamentos ideológicos em lados opostos marcando os regimes comunista e fascista como de extrema esquerda e de extrema direita e colocando a democracia no centro das discussões.

O que faz com que os extremos se tornem parecidos? No comunismo o Estado está no centro de tudo. No fascismo há veneração ao Estado. No comunismo há um líder abençoado. No fascismo o líder é o pai da nação. Não há democracia em ambos os regimes. As liberdades são limitadas, quando existem.

No campo econômico, inicialmente, os comunistas admitiam tudo sob o controle do Estado, mas passaram a considerar a economia mista. Os fascistas adotavam a economia mista.

O que torna então comunistas e fascistas diferentes? Hoje em dia absolutamente nada. São iguais, igualmente cegos às verdadeiras necessidades do povo; são iguais, igualmente sedentos de Poder para si com o objetivo de governar a vida dos outros desrespeitando o livre arbítrio, as liberdades individuais e alegando que tudo se faz em nome do bem coletivo.

O PT, Lula e Dilma agem como fascistas, mencionou outro dia um amigo. Ele está certo. Há desrespeito ao povo. Tratar a sociedade como um grupo de idiotas repetindo palavras de ordem tentando fazer com que suas mentiras se tornem verdades pela repetição é uma ofensa ao cérebro humano. É uma ofensa a todos os brasileiros

O brasileiro está desejoso de Liberdade. Saimos de um governo totalitário militar, passamos por uma fase embrionária de democracia e agora vivemos a farsa petista.

O brasileiro quer ser respeitado. Quer que seu dinheiro, hoje sugado em forma de inúmeros tributos pelo Estado, seja bem utilizado e lhe retorne em forma de serviços de qualidade como educação e saúde; que ajude os menos necessitados a se tornarem cidadãos de respeito, permitindo-lhes emprego honesto e capacidade de ascender socialmente por seu esforço, por seu mérito.

Ao mesmo tempo quer ser menos explorado e pagar menos impostos, quer testemunhar o Poder Judiciário isento e verdadeiramente justo, que saber que a polícia não é corrupta, quer ver as cidades com serviços de transportes eficiente.

O brasileiro quer ter o direito de ganhar o seu dinheiro e de fazer dele o que desejar. De poupar, de gastar com estudos, viagens, casa na praia. O brasileiro quer ter o direito de ascender socialmente por seu esforço.

O brasileiro quer que programas sociais sejam implementados sempre e quando ajudem as pessoas a se libertarem de condições degradantes e que lhes permitam seguir adiante com suas próprias pernas.

O brasileiro quer que a Liberdade, a livre iniciativa e as ações dos particulares sejam valorisados.

O brasileiro quer a vida em equilíbrio. O brasileiro quer o extremo centro.

Vamos devolver o Poder ao Povo!

A FORÇA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA

A sociedade brasileira demonstra seu desejo por democracia cobrindo as ruas do país com manifestações que clamam por Justiça, Obediência à Lei e à própria Democracia.

Com a ética dos apaixonados observam-se também ofensas públicas nas redes sociais, como consequência da desintermediação e empoderamento que a tecnologia moderna ofereceu à sociedade atual.

Seja a favor de um lado ou seja a favor de outro há que se reconhecer que a briga pelo Poder através da força não se vê nas ruas. O que seria típico de uma republiqueta não se vê no Brasil. O Brasil evoluiu e abriga população que valoriza a democracia.

E é pela democracia que a briga pelo Poder está nas ruas, com a pressão da vontade do povo, único originador do Poder representativo. É a força das ruas, dos vários milhões que foram mostrar aos governantes o desejo por honestidade, integridade e futuro digno, que procura mover os representantes do povo.

A tentativa de influenciar os políticos a tomarem as atitudes que o povo julga correta é legítima e, por incrível que seja, é contra o sistema político vigente, reconhecido como corruptor, perdulário, irresponsável e inconsequente.

Há muitos que perdem a esperança, mas se chegou a um determinado ponto de indignação que a esmagadora maioria da população não consegue tolerar. A única forma é mostrar que, como diz nossa Constituição, “todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”.

Como mudar o sistema se utilizando dos políticos que nesse sistema convivem e se alimentam?

São os formadores de opinião e a resposta da classe média brasileira à situação atual que força os gabinetes, do Executivo e do Legislativo, a trabalharem sem parar.

O Judiciário também tem se envolvido e, de certa medida, tem sido um mensageiro para a indignação. São tantos processos criminais envolvendo altas autoridades da República, grandes empresários e políticos de todos os níveis que as ações investigativas do Ministério Público e as decisões condenatórias são anunciadas quase que diariamente.

O Brasil está em momento de ebulição, suas estruturas estão se revolvendo, o povo ganha as ruas com vigor e paixão e busca uma nova ordem social, uma nova forma de exercício do Poder em seu verdadeiro e legítimo nome.

Essa é a força da democracia brasileira. Seguramente o Brasil sai revigorado a cada dia que um criminoso é sentenciado, mas sairá mais forte com uma reorganização política que veremos em breve.

Vamos devolver o Poder ao Povo!

SÃO PAULO NOS TRILHOS DE NOVO

A cidade de São Paulo está abandonada, a população é ofendida com piora nos sistemas de Transporte, da Saúde, da Educação.

A população virou objeto de decisões de um ideário socialista que deseja que todos sejam iguais, igualmente miseráveis.

Todos demoram horas no trânsito (mesmo os que moram perto do trabalho porque os corredores de ônibus estão por todos os lados da cidade e majoritariamente sem ônibus; porque as ciclofaixas estão em todos os cantos da cidade e com rara utilização).

As escolas públicas trazem livros com didatismo que elogia o menino vestido de menina e que faz bullying ao menino que deseja se vestir como policial ou bombeiro.

São Paulo virou uma cidade com radar a cada esquina, com velocidade reduzida, inferior à necessidade, apenas e exclusivamente para aumentar a arrecadação e multar seus residentes.

Os habitantes de São Paulo viraram inimigos do governo. A população serve apenas para pagar impostos e alimentar uma máquina inchada, improdutiva, perdulária e que adora pagar juros aos bancos.

Desde quando o PT chegou ao Poder se aliou aos banqueiros e em todos os cantos em que o PT governa o governo exauri os cofres públicos com dívidas impagáveis, alimentando o sistema financeiro com ganhos fáceis e injustos.

Está na hora de acabarmnos com a farra dos políticos em São Paulo.

Está na hora de privatizar as empresas públicas, de acabar com as máfias de transporte público, coleta de lixo, entre outras e terceirizar aos particulares todas as possíveis atividades, com redução drástica do funcionalismo público, incluindo um programa voluntário da demissão.

Espero que a população, quando das próximas eleições, possa dar resposta aos políticos brasileiros e mostrar que não aceita mais esse modelo de governo inchado e que favorece a corrupção.

Está na hora de colocar São Paulo nos trilhos de novo.

Chegou a hora do NOVO!

Vamos devolver o Poder ao Povo!

PREMIANDO A HONESTIDADE

Ninguém discute o princípio da honestidade. É unânime que ser honesto é obrigação. O pecador vai para o inferno, diz a Igreja. O que se faz de mal nesta vida é retornada ao ser humano com nova encarnação, dizem os espíritas. A punição é o instrumento aplicado contra os desonestos. Mas por que os desonestos se multiplicam?

Nossos avós diziam que se os malandros soubessem que a grande malandragem é ser honesto não haveria desonestos.

Será? A punição realmente é aplicada? Com muitos policiais e delegados corruptos? Com políticos mal intencionados povoando as máquinas públicas com nomeados sem concursos? Com a multiplicação de estatais dirigidas por indicações políticas? Com parte do Poder Judiciário corrupta? Com processos que demoram décadas para serem julgados até último recurso?

Então é hora de virar a página. É hora de fazer uma reengenharia social.

Vamos premiar os honestos?

Por que não se pensa em reverter parte das penalidades das multas de trânsito em benefício daqueles que não tomaram multas? Por que não se considera premiar o contribuinte que delata o fiscal corrupto, dando-lhe créditos fiscais? Por que não se premia o fiscal que prova a tentativa de suborno por contribuinte mal intencionado? Por que não se premia o munícipe que mantém sua moradia adequadamente? Por que não se reverte os benefícios dos planos de pensão dos juízes e promotores corruptos em benefício dos seus pares honestos?

Ser honesto é o comportamento correto. Faz parte dos princípios que todas as religiões professam. As pessoas se sentem bem agindo dessa forma. As pessoas boas gostam de fazer o bem.

Mas nossa sociedade é vilipendiada diariamente assistindo desonestos aproveitando de suas falcatruas e ridicularizando a própria sociedade, que não consegue aplicar punição justa a tempo.

Há duas formas de induzir comportamentos: um é ameaçando mediante punição e o outro é incentivando através de premiação.

A punição deve sempre continuar e seus processos devem ser aprimorados visando fazer justiça rapidamente e dando direito ao acusado de defesa. A Operação Lava-a-Jato é um exemplo a seguir. Mas a premiação independe da punição ser ineficiente. É uma obrigação social parabenizar o honesto, pois são esses exemplos que podem fazer uma mudança cultural em nosso país.

Está na hora de mudarmos a forma de governar o Brasil.

Temos que devolver a todos o orgulho de serem brasileiros.

Vamos devolver o Poder ao Povo!

DIREITO À MANIFESTAÇÃO PÚBLICA

Outro dia estava a trabalho em Nova York e presenciei uma greve na construção civil. Havia um cercado que ocupava metade da calçada e todos os manifestantes estavam dentro do cercado ostentando suas placas com suas reclamações. A cidade seguia seu rumo diário. O trânsito não era atrapalhado pela manifestação e nem sequer os transeuntes eram impedidos de caminhar pelas calçadas.

O manifestantes não precisavam e sequer poderiam atrapalhar a vida das outras pessoas, porque liberdade é um bem tão importante que se limita ao ponto no qual se pode adentrar à liberdade do outro. É o bem maior propugnado pela Constituição Norte-Americana.

E aqui no Brasil? É uma bagunça! Procura-se obter atenção da sociedade atrapalhando-a e não colocando argumentos para que a sociedade fique ao lado dos manifestantes.

Quer obter algum benefício? Exigir algum direito? Externar teu pensamento? Reúna-se em um local público, tendo a autoridade sido informada, e exerça teu direito à manifestação de pensamento e atrapalhe a vida do outro. Afinal, atrapalhando a vida do outro é que a sociedade vai ficar do teu lado, apenas para que pare de atrapalhá-la.

É assim no Brasil.

Contudo, não é assim que deveria ser.

A Constituição Federal em seu artigo 5º diz que todos podem se reunir pacificamente em locais públicos e é livre a manifestação de pensamento. Mas onde está escrito que você pode atrapalhar a vida dos outros? Parar uma avenida? Interromper uma rodovia? Desde quando uma via pública é um local público para manifestação? Um parque, uma praça ou um terreno baldio pertencente à municipalidade deveria ser entendido como local adequado para uma manifestação. Até uma meia-calçada, como vi em Nova York, desde que sem atrapalhar a vida dos outros.

Liberdade é um bem extremamente valioso. Deveria ser a virtude basilar de qualquer sociedade, principalmente daquelas que querem ser democráticas. E, como aprendemos com nossos pais, a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro. Isso significa respeito ao próximo!

É isso que tem sido praticado pelos governos estaduais e municipais do país? Não! PT, PSDB, PMDB, entre outros são partidos que nunca defenderam os interesses do povo trabalhador que deseja efetivamente produzir.

Direito à manifestação deve ser defendido e exercido com responsabilidade e respeito. A começar pelas autoridades públicas! Mas as autoridades tem permitido arroaças e bagunças generalizadas. Autoridades sem compromissos com o país!

Está na hora de mudarmos a forma de governar o Brasil.

Vamos devolver o Poder ao Povo!

FUNCIONALISMO PÚBLICO DEVE SERVIR AO POVO

O Estado é um ente jurídico que foi criado para dar organização à sua natureza política. É uma entidade com poder soberano para governar um povo em determinado território. Os agentes que atuam em nome do Estado, na sua administração, são servidores públicos.

A função, portanto, do servidor público, é participar da gestão estatal de forma direta.

Em uma democracia são os funcionários públicos que beneficiam a sociedade dando aos particulares as ferramentas para que executem seus planos, seus contratos, sempre constituídos sob o império da lei.

Em uma ditadura os funcionários públicos são aqueles que auxiliam o ditador a expandir sua vontade.

Na sua essência o termo funcionário público ou servidor público, como também é denominado, transmite a noção de que se trata de um agente a serviço do povo com o objetivo de servir ao povo.

Mas será que é isso que temos no Brasil?

A estrutura da administração pública, permitindo a contratação de muitos funcionários sem concursos, permite a inversão de valores. Aqueles que estudaram e se propuseram a auxiliar a sociedade com um cargo público, na maioria das vezes fica sujeito à obediência de ordens de superiores não concursados, indicados por políticos cujos objetivos, infelizmente, muitas vezes divergem dos interesses sociais.

Apenas para constatarmos a grandiosidade dessa inversão de valores utilizo-me de exemplo oferecido recentemente pelo Prof. Ives Gandra da Silva Martins. Disse ele em uma palestra aos membros do Partido Novo em São Paulo que o governo da Angela Merkel tem 600 servidores não concursados, que o governo do Barak Obama tem cerca de 4.000 funcionários não concursados e o da Dilma tem quase 131.000 profissionais públicos sem concurso.

A inversão de valores é algo que deve acabar no Brasil!

Tomando como exemplo a Alemanha, independente do partido político que assume o governo, é com os funcionários públicos, todos concursados, que se administra o país. Há burocracia profissional e que funciona. Dentre os mais qualificados é que os mandatários da nação escolhem seus assessores.

Tomando Cingapura como exemplo, a remuneração dos funcionários públicos é composta por um piso mínimo e um bônus, sendo que o bônus é calculado com base no crescimento do PIB. Se a economia do país cresce, se o país fica mais rico, deve-se também ao trabalho dos funcionários públicos que ajudaram aqueles que são os criadores de riqueza, ou seja, o setor privado.

Quando será que teremos o funcionalismo público atuando em benefício da sociedade no Brasil?

Quando o funcionalismo público for efetivamente valorizado com orientação de seu trabalho em benefício da melhoria da qualidade de vida da população e comprometidos com o desenvolvimento econômico-social, poderemos dar um grande salto ao futuro promissor.

Vamos despolitizar o funcionalismo público.

Vamos devolver o Poder ao Povo!